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Depois, Jesus sabendo que tudo estava terminado, para que se cumprisse a Escritura diz:
 
- Tenho sede.
 
Havia aí um jarro cheio de vinagre. Empaparam num hissopo e a aproximaram de sua boca. Jesus tomou vinagre e disse:
 
Está acabado. Inclinou a cabeça e entregou o Espirito.  ( Jo 19, 28-30 )
 
Jesus ao cumprir a vontade do Pai, se entregou por Amor para a nossa salvação, derramando seu sangue no alto da cruz. Sangue este que nos deu a vitória sobre a morte.
 
Jesus ao sentir sede no madeiro, propositalmente nos ensina que ainda no último suspiro de vida, devemos nos preocupar com a salvação das almas. Tendo Jesus passado pela angustia suprema ao suar sangue no horto, sofrido as maiores dores que um ser humano poderia sofrer ao passar pelo flagelo, torturado e humilhado, sofre o que nós jamais imaginaríamos. Teria Jesus sentido uma simples sede no alto da cruz? Sim, Jesus sentiu sede, mas sede de Almas.
 
Jesus nos convida a derramar o nosso sangue pelas almas, e entregar a nossa vida até o último suspiro, e entregar por Amor.
Quantas vezes nos vemos perdidos em nós mesmos, cercados pelo nosso amor próprio, muitas vezes até se sacrificando, derramando sangue, porem derramando sangue por nossas próprias vontades, não pelas vontades de Deus. Sendo assim derramamos sangue e lutamos em vão, gastando nossas forças com nossas próprias vontades.
 
Jesus nos chama a sangrar pelas almas, a doar nossas vidas até o último suspiro, e que possamos fazer a exemplo de Maria que junto com seu Amado Filho, sofreu e morreu pela humanidade.
 
Vai nos ensinar os Santos Padres através do mistério da corredenção que, tudo, que Jesus sofreu no corpo Maria sofreu na alma, e tudo por Amor. Amor esse que deve nos fazer buscar as almas até o último suspiro.
 
Termino esta reflexão com uma frase de Santo Agostinho que diz: “Fiquemos maravilhados, regozijados, agradecidos; amemos, louvemos e adoremos, porque é pela morte de Nosso Redentor que nós fomos chamados da morte à vida do exílio à própria pátria, da mágoa à alegria” 
 
Amor a Imaculada sempre!!!
 
Luiz Maria
Vínculo I - CMHN